Associação Criança na Arte Sarajane

domingo, maio 29, 2005

Entrevista - Zenaide Silva explica funcionamento da Acasa

Entrevista realizada com Zenaide Silva, gerente administrativa da Ong Acasa.

Equipe - Quais os cursos oferecidos pela Ong Acasa?
Zenaide Silva - A Associação criança na arte Sarajane (Acasa), disponibiliza cursos de telemarketing, capoeira, inglês, violão, grafite, maracatu, percussão e balé clássico. Estes cursos são oferecidos gratuitamente. Existem exceções apenas para os alunos que os pais possuem renda superior a dois salários mínimos, que colaboram com a taxa de R$ 20,00 que serão utilizados para confecção de camisas e materiais usados durante o curso.

Equipe - Quantas turmas existem?
Zenaide Silva – Isto varia muito de acordo com o curso oferecido. Geralmente são duas turmas para cada curso, com cerca de dez alunos. Temos aulas nos dois turnos, para democratizar o acesso e permitir que todos os interessados participem.

Equipe – Como você percebe a receptividade dos alunos ao ingressarem nos cursos? Como acontece a participação dos professores neste processo?
Zenaide Silva – A Acasa busca criar um clima satisfatório para o aprendizado, desenvolvendo habilidades práticas, relacionamento interpessoal. Esta é a nossa maior preocupação. Com relação ao entusiasmo, todos entram aqui têm uma vontade enorme de aprender. Os professores participam ativamente desenvolvendo suas habilidades. Percebemos que é onde os alunos desenvolvem suas habilidades práticas, seja na música, no maracatu, no grafite ou no balé, e oferecemos todas as condições para que isto aconteça.

Equipe - Os cursos também preparam para o mercado de trabalho? Os alunos recebem certificados?
Zenaide Silva – Nossos alunos quando concluem o curso, recebem diploma de capacitação para exercer a profissão no mercado de trabalho.

Equipe - O indíce de evasão é alto?
Zenaide Silva – Não. Nós nos esforçamos para criar um clima amigável e agradável para evitar que isto aconteça. O índice de abandono é quase inexistente.

domingo, maio 22, 2005

Terceiro setor deve se profissionalizar

O terceiro setor, área que abriga as organizações privadas e sem fins lucrativos, está em expansão e exigindo uma gestão cada vez mais profissional. Embora não exista uma estatística oficial, estima-se que pelo menos 250 mil empresas atuem neste segmento em todo o Brasil, gerando cerca de 1,5 milhão de empregos diretos, segundo dados do Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor (Ceats), entidade ligada à USP (Universidade de São Paulo).

O terceiro setor movimenta aproximadamente 1% do PIB do País, ou R$ 12 bilhões por ano, considerando gastos do governo e da iniciativa privada, destaca o Ceats. Apesar do enorme potencial de crescimento, a maioria das organizações ainda possui uma estrutura amadora, especialmente quando o assunto é captação de recursos em entidades privadas locais e internacionais.

A elaboração de projetos ainda necessita ser melhor profissionalizada, assim como a função de captação de recursos, que muitas vezes é feita de forma amadora, sem um plano, sem adotar funções inerentes ao marketing, por exemplo. As instituições devem ter pessoas preparadas para captar os seus recursos, de forma profissional, ou fazê-lo com voluntários ou com profissionais do mercado, para garantir a sustentabilidade das mesmas.

A captação de recursos requer conhecimentos específicos, planejamento e o desenvolvimento de estratégias de articulação. A captação de uma entidade social ou pública - acrescenta o economista - deve ser descrita em um plano anual, envolvendo os diversos tipos de fonte de recursos, considerando o histórico de realizações, as necessidades, local onde atua, competências em gerir projetos, demonstrar resultados transformadores, características e anseios do público-alvo objeto de seus projetos sociais.

Como o trabalho das ONGs é realizado basicamente junto a empresas privadas ou do governo - e essas não distribuem dinheiro à toa -, as entidades sem fins lucrativos encontram como maior desafio para sua manutenção a necessidade de profissionalizar a sua área administrativa. Por isso, é preciso, acima de tudo, criatividade para idealizar projetos que sirvam aos interesses das empresas e firmar parcerias. Em troca, as corporações buscam reconhecimento dos consumidores por sua "responsabilidade social".


Fonte: A Tarde

quinta-feira, maio 12, 2005

Empresas devem se unir para desenvolvimento local



A constante efervescência do terceiro setor mostra caminhos cada vez mais ambiciosos de ações sociais. Uma das mais recentes discussões sobre o papel das empresas no desenvolvimento local de municípios não está mais na doação de capital para organizações não-governamentais ou na construção de fundações. O que se pensa hoje é a união de diferentes empresas, formando redes colaborativas.

A discussão foi um dos tópicos apresentados durante o 64º Fórum Permanente do Terceiro Setor, realizado na noite de ontem (25/05). Promovido pela Unidade Especializada em Terceiro Setor do Senac-SP, em parceria com a Agência de Educação para o Desenvolvimento (AED), o evento reúne mensalmente pesquisadores e profissionais do terceiro setor, mostrando novas alternativas de ação social.

“A cooperação entre empresários pode ser vista como uma recente tendência. Embora a interlocução com os outros setores se mantenha, empresas se reúnem em um foco de ação para o desenvolvimento de um município”, afirmou Fábio Ribas Júnior, pesquisador e consultor na área de desenvolvimento social.

No entanto, para o funcionamento efetivo de uma rede, os empresários deverão vencer o isolamento comercial, pensando além do mercado. “Eles terão de reconceituar a empresa como célula da sociedade moderna. É uma questão de evolução de seu papel.”

Como exemplo, o especialista apresentou o caso do Sabará, região metropolitana de Belo Horizonte (MG), que potencializou seus projeto sociais multilaterais a partir do apoio empresarial organizado. “Não é um projeto da empresa x, mas de várias. A marca está vinculada implicitamente ao trabalho social”, explicou.

José Vicente Damasceno, prefeito de Buritis, também convidado para o debate, fez coro a Ribas Júnior, quando afirmou que deve ser criado um processo de “responsabilização social”. “As pessoas precisam incorporar em si a responsabilidade de seu papel social. Se a sociedade não sabe o que quer e o que deve ser feito, os políticos fazem o que querem”, criticou.

Fonte: Universo OnLine

sexta-feira, maio 06, 2005

Instituto financiará projeto educacional baiano

A Sociedade Primeiro de Maio, organização não-governamental baiana que beneficia crianças e jovens carentes há 28 anos na região de Novos Alagados, foi contemplada com a verba de US$100 mil após ter uma de suas propostas educativas selecionadas entre um total de 150 avaliadas pelo projeto global Circle - financiado por um acordo de cooperação entre o Instituto Winrock International e o Ministério do Trabalho dos EUA. A entidade baiana recebeu o maior prêmio, ao lado de mais sete projetos contemplados de outros países da América Latina - Bolívia e Paraguai (com dois projetos cada), Peru, Equador e Guatemala (cada qual com um projeto).

Ao todo, são mais de duas mil crianças, adolescentes, jovens e adultos beneficiados pela entidade, nas mais diversas atividades - oficinas criativas, teatro de bonecas, futebol, capoeira, dança afro e reforço escolar. Há ainda o grupo de idosos Semente Produtiva, a Creche São José Operário, que atende a 150 crianças, e três escolas comunitárias - a 13 de Maio de Boiadeiro, a 1º de Novembro e a Popular Novos Alagados, que, juntas, promovem a educação de 1.037 crianças.

Fonte: Correio da Bahia

terça-feira, maio 03, 2005

Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento

Cidadania


PNUD divulga os 8 Ojetivos do Milênio

Atento a essa missão, a sociedade junto com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) pode contribuir para a disseminção dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, um conjunto de compromissos a serem cumpridos por todos os países até 2015. Podemos citar como exemplo dessa "missão" a Faculdade da Cidade do Salvador, com o seu trabalho social (iterdisciplinar) a qual contribui com ações concretas para o alcance das "metas do milênio ".
Fique de olho nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio:
  1. Acabar com a fome e a miséria;
  2. Educação básica de qualidade para todos;
  3. Iguladade entre sexos e valorização da mulher;
  4. Reduzir a mortalidade infantil;
  5. Melhorar a saúde das gestantes;
  6. Combater a AIDIS,a malária e outras doenças;
  7. Qualidade de vida e respeito ao meio ambiente;
  8. TODO mundo trabalhando pelo desenvolvimento.

    Fonte: PNUD