Associação Criança na Arte Sarajane

segunda-feira, junho 20, 2005

Equipe entrevista vice-presidente da Acasa

Entrevista realizada com Luís Inácio Ferreira, vice-presidente da instituição Acasa e professor de maracatu.



Fachada da instituição


Equipe – Como surgiu a idéia de fundar a ACASA?
Luís Inácio – Tudo começou com a Sarajane (Tude, cantora e presidente da instituição). No início tínhamos apenas uma mesa, um telefone e um computador. Ao criarmos a Acasa, nossa idéia era só oferecer serviços de formação para crianças, adolescentes e jovens, contribuindo para o desenvolvimento da comunidade local. Mas, acredito até que pela divulgação na mídia, a ONG tomou outras proporções. Quando percebemos, já atendíamos pessoas de outros bairros, então resolvemos pedir a ajuda de parceiros, como a prefeitura, que nos cedeu esse prédio.


Equipe – Qual a maior dificuldade enfrentada pela Acasa nesse momento?
Luís Inácio – As dificuldades são muitas, mas, emergencialmente, falta patrocínio e espaço para darmos continuidade às atividades da Ong. Para você Ter uma idéia, as aulas de maracatu estão sendo realizadas na rua, pois a aula faz muito barulho e temos vizinhos, precisamos respeitá-los.

Equipe – Com todas estas dificuldades, como vocês estão mantendo a instituição?
Luís Inácio – Para que as aulas fossem viabilizadas, sem prejuízos para os alunos, passamos a cobrar uma taxa. O valor cobrado vai variar de acordo com o curso escolhido pelos alunos. Entretanto, para cada curso oferecido pela Acasa, existem vagas reservadas à pessoas que realmente não tem condições de pagar essa taxa.

Equipe – Quais os parceiros que ajudam atualmente na manutenção da Acasa?
Luís Inácio – Atualmente contamos com o apoio da Receita Federal. Eles colaboram com doação de objetos que são apreendidos por irregularidades. Para transformar isto em verba, geralmente realizamos um bazar, onde os produtos são comercializados.

Equipe – Que tipo de beneficiários é o o público-alvo da instituição?
Luís Inácio – A Acasa é uma organização socialque tem vários cursos voltados para jovens e adultos de baixa renda.

Equipe – Existe uma média de idade para as pessoas que são atendidas pela instituição?
Luís Inácio – Sim. Aqui nós atendemos crianças, adolescentes e jovens. A idade destes alunos varia de seis a 23 anos. Mas, em cada curso, o perfil e a faixa etária mudam muito.

Equipe – Quais os cursos oferecidos atualmente pela Acasa?
Luís Inácio – Além dos cursos na área musical, partimos também para cursos profissionalizantes. Os cursos são de violão, capoeira, cortejo e maracatu, ciranda e coco, customização em corte e costura e bordado, telemarketing, cabelo afro, recepcionista, porteiro e pizzaiolo.

Equipe – Como é a sua participação na Ong?
Luís Inácio – Atualmente sou o vice-presidente da Acasa e instrutor nos cursos de maracatu e grafite.

Equipe – Quem tiver interesse em participar de algum curso, como deve proceder?
Luís Inácio – Os interessados podem obter mais informações sobre os cursos, horários e disponibilidade de vagas nos seguintes locais: Rua Direita do Santo Antônio, nº 60, pelo e-mail ac.asa@terra.com.br ou ainda pelo telefone 71 3241-0940.

sexta-feira, junho 10, 2005

Evento dá exemplo de inclusão de pessoas com deficiência mental



Liderança e Prosperidade Coletiva, evento voltado para lideranças empresariais e políticas de todo o país faz parceria com o Carpe Diem, uma associação sem fins lucrativos que promove a inclusão social e profissional de pessoas com deficiência mental. O evento a ser realizado em 23 de junho no Grand Hyatt São Paulo, contará com palestrantes internacionais, com destaque para o ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton. Ao seu lado estarão o também norte-americano e professor da Harvard University, Marty Linsky e o professor da FGV-SP e consultor de empresas, José Tolovi Jr.

Pela parceria, quatro jovens com deficiência mental irão trabalhar no evento, auxiliando na recepção e cadastramento dos participantes, e no recolhimento de perguntas do público durante as palestras. Com isso, a idealizadora do evento, Cambridge Leadership Associates (CLA), consultoria especializada no desenvolvimento da cultura de liderança, e o Carpe Diem, esperam demonstrar como é possível incluir pessoas com deficiência mental no mercado de trabalho e na sociedade, especialmente porque são esperados centenas de empresários de algumas das maiores companhias no país.

Fonte: Comunique-se

quarta-feira, junho 01, 2005

Você sabe o que é o Terceiro Setor?

O terceiro setor chegou ao Brasil na década de 1970, mas popularizou-se e cresceu, sobretudo, nos anos 90, quando o conceito de cidadania adquiriu maior importância. Como resultado, organizações sem fins lucrativos começaram a atuar em áreas que até então seriam de responsabilidade governamental, como saúde, educação, meio ambiente, habitação e até mesmo alimentação. Fazem parte do terceiro setor as associações civis, as entidades assistenciais, as organizações não-governamentais (ONGs), os institutos e as fundações.

domingo, maio 29, 2005

Entrevista - Zenaide Silva explica funcionamento da Acasa

Entrevista realizada com Zenaide Silva, gerente administrativa da Ong Acasa.

Equipe - Quais os cursos oferecidos pela Ong Acasa?
Zenaide Silva - A Associação criança na arte Sarajane (Acasa), disponibiliza cursos de telemarketing, capoeira, inglês, violão, grafite, maracatu, percussão e balé clássico. Estes cursos são oferecidos gratuitamente. Existem exceções apenas para os alunos que os pais possuem renda superior a dois salários mínimos, que colaboram com a taxa de R$ 20,00 que serão utilizados para confecção de camisas e materiais usados durante o curso.

Equipe - Quantas turmas existem?
Zenaide Silva – Isto varia muito de acordo com o curso oferecido. Geralmente são duas turmas para cada curso, com cerca de dez alunos. Temos aulas nos dois turnos, para democratizar o acesso e permitir que todos os interessados participem.

Equipe – Como você percebe a receptividade dos alunos ao ingressarem nos cursos? Como acontece a participação dos professores neste processo?
Zenaide Silva – A Acasa busca criar um clima satisfatório para o aprendizado, desenvolvendo habilidades práticas, relacionamento interpessoal. Esta é a nossa maior preocupação. Com relação ao entusiasmo, todos entram aqui têm uma vontade enorme de aprender. Os professores participam ativamente desenvolvendo suas habilidades. Percebemos que é onde os alunos desenvolvem suas habilidades práticas, seja na música, no maracatu, no grafite ou no balé, e oferecemos todas as condições para que isto aconteça.

Equipe - Os cursos também preparam para o mercado de trabalho? Os alunos recebem certificados?
Zenaide Silva – Nossos alunos quando concluem o curso, recebem diploma de capacitação para exercer a profissão no mercado de trabalho.

Equipe - O indíce de evasão é alto?
Zenaide Silva – Não. Nós nos esforçamos para criar um clima amigável e agradável para evitar que isto aconteça. O índice de abandono é quase inexistente.

domingo, maio 22, 2005

Terceiro setor deve se profissionalizar

O terceiro setor, área que abriga as organizações privadas e sem fins lucrativos, está em expansão e exigindo uma gestão cada vez mais profissional. Embora não exista uma estatística oficial, estima-se que pelo menos 250 mil empresas atuem neste segmento em todo o Brasil, gerando cerca de 1,5 milhão de empregos diretos, segundo dados do Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor (Ceats), entidade ligada à USP (Universidade de São Paulo).

O terceiro setor movimenta aproximadamente 1% do PIB do País, ou R$ 12 bilhões por ano, considerando gastos do governo e da iniciativa privada, destaca o Ceats. Apesar do enorme potencial de crescimento, a maioria das organizações ainda possui uma estrutura amadora, especialmente quando o assunto é captação de recursos em entidades privadas locais e internacionais.

A elaboração de projetos ainda necessita ser melhor profissionalizada, assim como a função de captação de recursos, que muitas vezes é feita de forma amadora, sem um plano, sem adotar funções inerentes ao marketing, por exemplo. As instituições devem ter pessoas preparadas para captar os seus recursos, de forma profissional, ou fazê-lo com voluntários ou com profissionais do mercado, para garantir a sustentabilidade das mesmas.

A captação de recursos requer conhecimentos específicos, planejamento e o desenvolvimento de estratégias de articulação. A captação de uma entidade social ou pública - acrescenta o economista - deve ser descrita em um plano anual, envolvendo os diversos tipos de fonte de recursos, considerando o histórico de realizações, as necessidades, local onde atua, competências em gerir projetos, demonstrar resultados transformadores, características e anseios do público-alvo objeto de seus projetos sociais.

Como o trabalho das ONGs é realizado basicamente junto a empresas privadas ou do governo - e essas não distribuem dinheiro à toa -, as entidades sem fins lucrativos encontram como maior desafio para sua manutenção a necessidade de profissionalizar a sua área administrativa. Por isso, é preciso, acima de tudo, criatividade para idealizar projetos que sirvam aos interesses das empresas e firmar parcerias. Em troca, as corporações buscam reconhecimento dos consumidores por sua "responsabilidade social".


Fonte: A Tarde

quinta-feira, maio 12, 2005

Empresas devem se unir para desenvolvimento local



A constante efervescência do terceiro setor mostra caminhos cada vez mais ambiciosos de ações sociais. Uma das mais recentes discussões sobre o papel das empresas no desenvolvimento local de municípios não está mais na doação de capital para organizações não-governamentais ou na construção de fundações. O que se pensa hoje é a união de diferentes empresas, formando redes colaborativas.

A discussão foi um dos tópicos apresentados durante o 64º Fórum Permanente do Terceiro Setor, realizado na noite de ontem (25/05). Promovido pela Unidade Especializada em Terceiro Setor do Senac-SP, em parceria com a Agência de Educação para o Desenvolvimento (AED), o evento reúne mensalmente pesquisadores e profissionais do terceiro setor, mostrando novas alternativas de ação social.

“A cooperação entre empresários pode ser vista como uma recente tendência. Embora a interlocução com os outros setores se mantenha, empresas se reúnem em um foco de ação para o desenvolvimento de um município”, afirmou Fábio Ribas Júnior, pesquisador e consultor na área de desenvolvimento social.

No entanto, para o funcionamento efetivo de uma rede, os empresários deverão vencer o isolamento comercial, pensando além do mercado. “Eles terão de reconceituar a empresa como célula da sociedade moderna. É uma questão de evolução de seu papel.”

Como exemplo, o especialista apresentou o caso do Sabará, região metropolitana de Belo Horizonte (MG), que potencializou seus projeto sociais multilaterais a partir do apoio empresarial organizado. “Não é um projeto da empresa x, mas de várias. A marca está vinculada implicitamente ao trabalho social”, explicou.

José Vicente Damasceno, prefeito de Buritis, também convidado para o debate, fez coro a Ribas Júnior, quando afirmou que deve ser criado um processo de “responsabilização social”. “As pessoas precisam incorporar em si a responsabilidade de seu papel social. Se a sociedade não sabe o que quer e o que deve ser feito, os políticos fazem o que querem”, criticou.

Fonte: Universo OnLine

sexta-feira, maio 06, 2005

Instituto financiará projeto educacional baiano

A Sociedade Primeiro de Maio, organização não-governamental baiana que beneficia crianças e jovens carentes há 28 anos na região de Novos Alagados, foi contemplada com a verba de US$100 mil após ter uma de suas propostas educativas selecionadas entre um total de 150 avaliadas pelo projeto global Circle - financiado por um acordo de cooperação entre o Instituto Winrock International e o Ministério do Trabalho dos EUA. A entidade baiana recebeu o maior prêmio, ao lado de mais sete projetos contemplados de outros países da América Latina - Bolívia e Paraguai (com dois projetos cada), Peru, Equador e Guatemala (cada qual com um projeto).

Ao todo, são mais de duas mil crianças, adolescentes, jovens e adultos beneficiados pela entidade, nas mais diversas atividades - oficinas criativas, teatro de bonecas, futebol, capoeira, dança afro e reforço escolar. Há ainda o grupo de idosos Semente Produtiva, a Creche São José Operário, que atende a 150 crianças, e três escolas comunitárias - a 13 de Maio de Boiadeiro, a 1º de Novembro e a Popular Novos Alagados, que, juntas, promovem a educação de 1.037 crianças.

Fonte: Correio da Bahia